…and Brazil invests in Mozambican gas

Very complete article on gas production in Mozambique, Brazilian (Petrobras) investment in coal extraction and exportation. References to porto de nacala and railway line crossing Malawi .

DCI (Brazil), 26 Jan
A Petrobras é a primeira empresa que a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) conseguiu atrair para Moçambique, onde a mineradora adquiriu minas de carvão em novembro de 2004. As duas empresas assinaram ontem memorando de entendimentos para avaliar oportunidades de exploração, produção e transporte de gás natural e geração de energia elétrica no país. Se os estudos demonstrarem viabilidade para os investimentos, este poderá ser o primeiro passo para a construção de um pólo de minerais ferrosos e não ferrosos no país africano. “Se houver o potencial de gás, o gás poderá vir a viabilizar um pólo desse tipo”, afirmou o presidente da Vale, Roger Agnelli.
Não há definição sobre os locais a serem explorados para extração de gás em Moçambique ou mesmo uma estimativa de investimentos nos estudos exploratórios. Também não há previsão de quando o governo moçambicano fará licitações para concessão de novos blocos com potencial para exploração de gás. Hoje, há dois campos de gás explorados por empresas sul-africanas no país, cuja produção é escoada para a África do Sul por um gasoduto de 900km. Há cerca de 15 anos, a Petrobras encontrou indícios de gás natural no país, mas como não havia mercado para o produto na época, a estatal optou por concentrar esforços em outros países do continente. Moçambique é, portanto, uma nação relativamente pouco explorada nessa área, o que eleva a expectativa do seu potencial gasífero e a torna um terreno fértil para novos investimentos que demandem energia.
De acordo com Agnelli, a disponibilidade energética é um fator crítico para a decisão sobre novos investimentos em qualquer lugar do mundo atualmente. A estratégia da Vale para Moçambique é concentra-se, primeiramente, na exploração de carvão e expandir os negócios à medida que a oferta de energia viabilizar os novos projetos. O executivo não esconde a intenção de investir em novas plantas de pelotização e em smelters de alumínio ou até usinas siderúrgicas, a exemplo do que vem fazendo no Brasil. “Moçambique tem um dos maiores smelters de alumínio do mundo. Poderá ter outros smelters associados a nosso próprio projeto”, disse. “Também podemos olhar a possibilidade de produção de pelotas. A gente está imaginando construir novas plantas de pelotização”, disse o executivo, acrescentando que também está considerando a ampliação da produção de pelotas no Oriente Médio.
Os estudos de avaliação das reservas de carvão das minas de Moatize deverão ser concluídos em julho deste ano. Até agora, a expectativa inicial está se comprovando, com a identificação de 2,4 milhões de toneladas de carvão nas jazidas. A estimativa é que a produção anual de carvão (térmico e metalúrgico) seja de 14 milhões de toneladas anuais, das quais um terço deverá ser queimado localmente para abastecer uma térmica de 1.500MW. Não está descartada a idéia de a Petrobras se tornar sócia nesta unidade.
O restante do carvão deverá abastecer siderúrgicas brasileiras, uma forma que a Vale encontrou para reduzir o preço do frete do minério de ferro embarcado para a China, uma vez que os navios que transportam o minério passam obrigatoriamente pelo canal de Moçambique. A produção será escoada por uma ferrovia até o porto de Nacala, de 24 metros de profundidade, ao norte do país. O corredor ferroviário, que deverá ser operado pela Vale, já conta com cerca de 660km construídos. Será necessário ainda construir um trecho de 200km. Como a linha férrea precisará atravessar parte de Malawi, a Vale já está vem estabelecendo conversas com o governo do país para viabilizar o projeto.
A Petrobras vê no projeto de Moçambique a consolidação de uma estratégia para aumentar a atuação da empresa no leste africano, onde a estatal está iniciando atividades exploratórias na Tanzânia. “O leste da África tem uma tradição de gás. Queremos construir uma parceria estratégica nessa região, desde que encontremos alternativas para complementar os interesses de investidores na área. Como a Vale está presente na produção siderúrgica, é possível que sejamos um parceiro no desenvolvimento de novos projetos (neste setor)”, afirmou José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras. Hoje, a empresa tem negócios na Nigéria, Angola e Líbia.
A Vale também analisa outras possibilidades de negócios na África. A companhia busca manganês e minério de ferro na África do Sul manganês; potássio,cobre, fosfato e minério de ferro em Angola; manganês no Gabão e bauxita na Guiné. Também avalia algumas reservas de minério de ferro na Arábia Saudita, no Oriente Médio.
A produção de minério de ferro da empresa cresceu entre 11% e 12% no ano passado em relação a 2004. A Vale ultrapassou pela primeira vez o patamar dos 200 milhões de toneladas de produção, atingindo 218 milhões, incluindo subsidiárias.
A Vale é a maior produtora de minério de ferro e pelota do mundo e deve publicar o resultado referente ao quarto trimestre e ano fiscal 2004 em 24 de fevereiro. Segundo Agnelli, a empresa deve bater novamente vários recordes em 2005, como ocorreu no ano anterior.

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