american interests in Mozambique

Artigo sobre interesses americanos em Moçambique, a propósito da visita de uma delegação empresarial norte-americana. In Portuguese.

In Macau Hub, April 24. 


Missão empresarial norte-americana desloca-se a Moçambique em Julho
Maputo, Moçambique, 24 Abr – Uma missão da associação empresarial norte-americana Corporate Council on Africa (CCA) desloca-se a Moçambique em Julho próximo para avaliar oportunidades de negócio em diversas áreas, anunciou hoje a organização.

Em comunicado, a CCA informa que a missão comercial visitará a Tanzânia a partir do dia 30 de Junho e, entre 05 e 09 de Julho, desloca-se a Moçambique, onde manterá contactos com membros do governo, associações empresariais e outros agentes económicos em diversos pontos do país.

O CCA, que considera Moçambique como "um país altamente cotado" e com um "mercado emergente", definiu como oportunidades locais de investimento os sectores da agricultura, pescas, turismo, telecomunicações e portuário.

O CCA, criado em 1993, tem como objectivos fortalecer e facilitar as relações comerciais entre os Estados Unidos e países africanos, bem como "melhorar o perfil de África na comunidade de negócios norte-americana".

Diversas missões do CCA já visitaram Moçambique, acompanhando o desenvolvimento económico do país, surgido do período pós-guerra civil, e o incremento das relações com os Estados Unidos.

Ainda um parceiro pouco expressivo na economia moçambicana, os Estados Unidos passaram de 17º investidor estrangeiro em 2004 para nono em 2005, ano em que injectaram 1,5 milhões de dólares norte-americanos em diversos projectos.

Presentes em Moçambique praticamente desde o início do processo de privatizações, quando, em 1996, a Seaboard Corporations (Kansas), comprou uma fábrica de moagem na Beira, os norte-americanos participam em alguns dos mais importantes sectores de actividade do país.

A Coca-Cola, através da sua participada South African Bottling Company, detém diversas unidades de engarrafamento em Maputo, Chimoio e Nampula, assegurando que o seu refrigerante chega a todos os pontos do país, onde há igualmente fortes investimentos da Colgate-Palmolive.

Desde 2005 que as empresas norte-americanas Railroad Development Corporation e Edlow Resources controlam o grupo de Concessões do Corredor de Nacala, detendo a gestão do porto de Nacala e da respectiva rede ferroviária.

Dados facultados ao Macauhub pela embaixada norte-americana em Maputo referem ainda a existência de investimentos do país numa plantação de castanha no Niassa e num projecto de aquacultura em Cabo Delgado, ambas províncias situadas no norte de Moçambique.

Nas relações comerciais, a vantagem está claramente do lado dos Estados Unidos que, de 2003 para 2004, aumentaram as suas exportações de 62,3 milhões para 75,8 milhões de dólares, enquanto, no mesmo período, as importações pelos norte-americanas de produtos moçambicanos passaram de 8,7 para 9,9 milhões de dólares.

Deste último valor, cerca de 7,9 milhões de dólares foram exportados em 2004 para os Estados Unidos ao abrigo da AGOA (African Growth and Opportunity Act), uma lei de 2000 que concede benefícios e incentivos a 33 países africanos.

Em 2005 o total de importações norte-americanas efectuadas ao abrigo da AGOA cresceu 44 por cento, fixando-se em 38.1 mil milhões de dólares, e Moçambique foi um dos oito países que aumentaram as suas exportações para aquele destino.

O grosso das trocas comerciais entre os dois países é constituído por produtos agrícolas, enquanto que o desaparecimento da sua indústria têxtil impediu Moçambique de beneficiar dos incentivos do "Wearing Apparel" para os quais se tinha qualificado em 2002.

Em 2004, ano em que expiraram os benefícios de país menos desenvolvido, as vendas moçambicanas de têxteis e vestuário aos Estados Unidos ficaram nos 2,2 milhões de dólares, meio milhão abaixo do registado em 2003. (macauhub)

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2 Responses to “american interests in Mozambique”

  1. Jorge Simões Says:

    Caros Senhores;
    Como TOC ( Técnico Oficial de Contas ), gostaria de trabalhar em Moçambique, mesmo a nível de formador, sempre na área da Contabilidade e Administração.
    O meu problema é, a quem me dirigir.
    Poderão ajudar-me?

  2. benjamim bene Says:

    Podemos negociar a sua vinda para Mocambique.
    Brevemente abrirei uma empresa de formacao incompany e necessito de ter uma boa base de dados de formadores

    Caso queira entrar em contact

    +258847976764

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